Vape e telas aceleram envelhecimento precoce e impulsionam estética regenerativa

3 Min Read

Vape (Foto: AI)

O envelhecimento da pele já não está mais associado apenas ao sol e ao cigarro tradicional. A rotina moderna trouxe novos vilões para o consultório dos dermatologistas, com destaque para o uso de cigarro eletrônico. Estudos recentes apontam que o vape aumenta o estresse oxidativo e a inflamação celular, o que prejudica diretamente a qualidade do colágeno e a renovação da pele.

O desgaste precoce do tecido cutâneo, no entanto, vai muito além do cigarro eletrônico. Fatores como a privação de sono, estresse crônico, consumo excessivo de açúcar, alimentos ultraprocessados e a exposição contínua às telas de dispositivos eletrônicos completam a lista de ameaças à firmeza e à elasticidade da pele. Noites mal dormidas impedem a recuperação correta do órgão, enquanto o cortisol elevado — hormônio do estresse — prejudica os fibroblastos, células responsáveis pela sustentação cutânea.

Na dieta, o perigo atende pelo nome de glicação. O excesso de açúcar se liga às proteínas da pele, endurecendo o colágeno e a elastina, o que resulta em perda de viço. Já a luz azul das telas, embora menos agressiva que os raios solares, é investigada por causar desgaste celular e por interferir diretamente no ciclo do sono.

De acordo com a dermatologista Joana Petito Magnavita, o organismo responde de forma imediata aos hábitos diários. Ela explica que esses diferentes fatores resultam no mesmo problema: a degradação do colágeno e a incapacidade de reparo celular quando o corpo vive em um estado constante de inflamação. “Os fibroblastos começam a perder eficiência quando existe uma rotina constante de inflamação e desgaste do organismo. O colágeno não depende apenas da idade, mas da capacidade da pele de reparar dano e controlar esses processos. Quando isso falha por muito tempo, o envelhecimento acaba acelerando”, explica.

Diante desse cenário, o mercado de beleza registra uma mudança de comportamento. A busca por preenchimentos e volumes imediatos tem perdido espaço para a estética regenerativa e procedimentos de bioestimulação. Ativos como a hidroxiapatita de cálcio têm sido amplamente procurados por sua capacidade comprovada de avaliar o estímulo de colágeno.

Diretor executivo de uma clínica de estética, Bernardo Magalhães, reforça que o perfil dos pacientes mudou. “Hoje muita gente já não procura apenas mudar volume. Existe uma preocupação muito maior com firmeza, sustentação e qualidade da pele ao longo do tempo. A estética regenerativa cresce justamente porque começa a olhar muito mais para preservação do colágeno do que apenas para resultado imediato”, afirma em entrevista ao Feed TV.

Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *